Conhecendo a “Casa da Bruxa”, em Vitória

Casa da Bruxa, em Vitória

Há alguns dias, fui conhecer a Casa da Bruxa. Nem tinha ouvido falar, mas, meu namorado passou lá em frente e achou que era “a minha cara”. Ele acertou.

A loja inaugurou oficialmente no dia 20 de outubro, mas, foi aberta no final de setembro. E, não apenas é um ambiente fascinante para mim, mas, também, para qualquer fã de literatura fantástica e histórias como Harry Potter, As Crônicas de Nárnia, O Senhor dos Anéis.

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A Casa, que é uma mistura de loja de doces, presentes e cafeteria, tem decoração temática e produtos que me fizeram suspirar cada vez que descobria algo novo. Placas indicando a direção para cada universo fantástico recebem a pessoa logo na entrada.

Ali dentro, doces diversos, majoritariamente importados, estão dispostos em prateleiras lindamente organizadas. (Alerta para #potterheads: a loja vende feijõezinhos de todos os sabores e sapos de chocolate.) Algodão doce e balas com nomes divertidos são a menor das distrações.

Entusiastas de doces podem ainda se deliciar com bombons, pirulitos gigantescos e bengalas doces. Além disso, também vendem bebidas importadas, como sabores de Fanta que, normalmente, não encontramos no Brasil.

Minha parte favorita, no entanto, é outra: como eu disse ali em cima, a Casa também é uma cafeteria. E, como toda boa cafeteria, passeia por uma gama de sabores de cafés, chás, cappuccinos e chocolates quentes. Também há bebidas geladas, como sodas, sucos e milk-shakes. É claro, também há tortas doces e salgados diversos.

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Lado a lado, todos esses detalhes contribuem para que eu tenha passado a considerar a Casa da Bruxa um dos lugares divertidos em que já estive.

A loja funciona de segunda a sexta, das 10h às 19h, e, aos sábados, das 11h às 19h.

Pretendo retornar em breve para provar um pouco de Felix Felicis e vocês podem acompanhar essa e outras “aventuras” no Instagram do blog, o @cafelinac.

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[RESENHA] Como se encontrar na escrita: o caminho para despertar a escrita afetuosa em você

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Às vezes acontece de eu bater o olho num livro e simplesmente saber que preciso lê-lo. Até o momento, já passei por essa experiência com três livros que não tem coisa alguma em comum, exceto o fato de que me encantaram profundamente. O segundo livro de Ana Holanda foi um deles.

Eu não conhecia o trabalho de Ana, mas, assim que vi a capa de Como se encontrar na escrita: o caminho para despertar a escrita afetuosa em você, eu soube que ela tinha algo a me dizer.

A escrita afetuosa não é, necessariamente, uma escrita com temática amorosa ou coisa do tipo. É a própria escrita que ganha vida, alma, independentemente do tema abordado. É a escrita que não se limita a crônicas, por exemplo, mas, se espalha pelo jornalismo diário, emails escritos, bilhetes deixados para um amigo ou filho. É uma escrita cuidadosa, que compreende que tem o poder de tocar quem lê, ou, em primeira instância, quem ouve as palavras pronunciadas por quem agora a conhece. E, também, é uma escrita corajosa, que vai além da superfície porque o interlocutor se permitiu ir além, mesmo que o assunto pareça simples, cotidiano.

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Ana apresenta esta forma de escrita  que, na realidade, tem menos a ver com a escrita e mais com a percepção sensível do mundo, com a atenção aos detalhes e ao quanto eles importam para o todo. Mas, sim, para todos os efeitos, também é um livro sobre escrita. Apenas não é uma obra convencional sobre o assunto.

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Ao longo de dez capítulos, Ana nos mostra o caminho percorrido até encontrar a escrita afetuosa dentro de si e também mostra a forma como outros têm aprendido com ela a fazer o mesmo, seja através de seus cursos ou seu primeiro livro, Minha mãe fazia. A autora também apresenta os textos que a marcaram de alguma forma, muitos deles publicados na revista Vida Simples, da qual é editora. E, ao fim de cada seção, ela sugere um exercício, seja de leitura, escrita ou, até mesmo, uma atitude que podemos começar a adotar para nos tornarmos mais perceptivos.

Eu estava correta ao acreditar que Ana tinha algo a me dizer. Como se encontrar na escrita é um livro que conversa com o leitor, e, agora, também posso afirmar que é uma das leituras mais enriquecedoras que já fiz.

“A escrita lhe pertence porque ela nunca deixou de lhe habitar. Às vezes, só a colocamos numa prateleira alta demais, numa caixa guardada no fundo do armário. Por isso, ela é um reencontro, com você mesmo, com a vida”.
Ana Holanda

O livro foi lançado pelo selo Bicicleta Amarela, da editora Rocco, em agosto deste ano. Antes disso, a escrita afetuosa de Ana Holanda já existia por aí, fazendo aparições, inclusive, nesta TEDxTalks, de 2017.

“A palavra tem que ser intensa porque a vida tem que ser intensa”.
Ana Holanda

A casinha

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Eu devia ter uns 6 ou 7 anos. Morávamos em uma casa grande, com um quintal enorme. Era uma casa simples, porém. (Como todos os outros locais em que já moramos.) Nada de acabamentos bem feitos, ou um piso só na casa inteira. O telhado, inclusive, não tinha forro. E, vez ou outra, éramos surpreendidos pelo som de um rato correndo pelas traves que sustentavam as telhas.

Aqueles dias eram incômodos. Era difícil fechar os olhos e dormir, com medo de que o tal rato escorregasse e caísse em cima da cama. Mas, fora esses contratempos, era um bom lugar para se morar.

O quintal, realmente, era o paraíso. Um pé de acerola ali, um pé de carambola lá e uma velha casinha de coelhos que eu e meu irmão logo fizemos de playground. Obviamente, duas crianças já não tão pequenas brincando ali dentro fizeram o local desabar não muito depois.

Alguns meses mais tarde, foi papai quem nos trouxe novo ânimo, quando, atendendo aos nossos incessantes pedidos, construiu (ou, talvez, seja mais correto dizer que “montou”) nossa própria imitação de casa na árvore. Digo “imitação” porque a coisa toda ficava seguramente no chão, acoplada ao lado da casa, numa parte do quintal. Era um barraco de madeira fina, que cedeu depois de um tempo por causa das chuvas, mas, durante um período, foi uma das coisas mais legais que tivemos.

Tínhamos alguns brinquedos, é claro, mas nada muito empolgante. Nossa grande diversão ficava por conta das brincadeiras. Eu e meu irmão decoramos o tal barraco com puffs que vovó fazia, almofadas e qualquer outra coisa que mamãe nos permitisse levar pra lá.

Aquela casinha fora de casa virou espaço único, pra dar asas à imaginação. Era tudo à base de improviso, e essa espontaneidade foi justamente o que proporcionou minhas memórias favoritas da infância. Não tínhamos muito, mas, sempre dávamos um jeitinho de tornar a vida mais divertida. E isso fez toda a diferença.

O repousar

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[Absolutely Smitten – Dodie]

É domingo. Dia em que a vida desacelera e o coração se aquieta. Esquento a água para o café, e, antes que ferva, me decido por um cappuccino. O café desperta, mas, em dias como estes, cappuccinos afagam o coração. Preparo a bebida enquanto ele me faz um misto quente. E é isso.

Ele não gosta de café ou derivados. Não como eu. Não é fã de bebidas quentes. Mas, tem um par de olhos cor de café que deixa qualquer bebida do tipo no chinelo. E quando repousa a mão preguiçosamente sobre uma de minhas pernas, este ato corriqueiro, o repousar, traz um sorriso ao meu rosto quase instantaneamente.

Nossos gostos e opiniões destoam muitas vezes. Há outras coisas, porém, com as quais concordamos perfeitamente. Aquela mão, parada ali, conforta, traz segurança. Um gesto tão simples, e repleto de significados. Enquanto tomo mais um gole do cappuccino, penso sobre quão aconchegantes são esses momentos.

Lembro das vezes em que ele me surpreende ao me comprar cappuccinos durante as caminhadas que faz. Ele não gosta de bebidas cafeinadas. Não como eu. E nossos gostos e opiniões realmente destoam muitas vezes. Mas, lembra de mim e das coisas que eu gosto, quando não tem a obrigação de. Ele lembra porque. E, então, tudo se encaixa.

A mão dele repousa preguiçosamente sobre uma de minhas pernas, e a cadelinha, vestida numa roupinha que lembra muito um pijama cinzento, está enroscada aos nosso pés. Este ato corriqueiro traz um sorriso ao meu rosto quase instantaneamente.

Só nos deixamos repousar onde sentimo-nos bem.

[RESENHA] “O que eu tô fazendo da minha vida?”, de Daniel Bovolento

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O que eu tô fazendo da minha vida? Perdi as contas de quantas vezes, nesses quase 23 anos, já me fiz a mesma pergunta. A resposta permanece em construção, mas talvez um pouco mais próxima depois da leitura do terceiro (e mais recente) livro do carioca Daniel Bovolento, criador do blog Entre Todas As Coisas e autor de Depois do Fim (2016) e Por onde andam as pessoas interessantes? (2015), também lançados pela Editora Planeta.

Daniel é um dos meus cronistas favoritos. O fato se confirmou enquanto eu virava as páginas deste livro, um tanto perplexa com a capacidade do escritor em pontuar assuntos que afligem a tantos de nós. Qual o nosso conceito de sucesso? Até onde ir pela aprovação de terceiros? O que é felicidade? Até que ponto é possível se deixar levar pela instabilidade alheia? Estes e outros temas foram abordados ao longo de 48 crônicas, narradas por personagens fictícios com questões até muito reais.

“Você tem receio do eco da sua voz em espaços pequenos porque não se sente confortável com a ideia de responder a todas as suas questões. Mas também não se pega no colo, não é? Cobrança, cobrança, cobrança. Até a sua gentileza cobra de você um desconforto por se sentir livre. […] O que você veio fazer aqui? Sobreviver? Passar pela vida sem sentir nada de bom? Poupe-se. Sem ironias. Apenas se poupe”.

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Seguindo a deixa dos outros livros, neste, cada um dos textos também é aberto com uma frase de impacto e o trechinho de alguma música relacionada ao tema abordado; uma agradável antecipação do que virá a seguir.

Certos textos são doces, outros (muito mais frequentes) apunhalam. Há trechos que acalentam, e outros, que sacodem o que resta do auto-controle. Há frases que curam, que dão esperança, que fazem lembrar o que realmente importa. E, em meio a cada um desses fragmentos, uma série de reflexões propostas, que fazem repensar tudo; e pensar tudo de novo, mais uma vez.

“Vou te dizer com todas as letras: seu vizinho pode ser feliz com a grama dele, e você também pode ser feliz com a sua grama, seja ela amarela, verde ou azul. O que importa, no fim do dia, é como você se sente dentro da sua própria busca por felicidade. Felicidade essa que pode caber num avião que te leve para conhecer o mundo ou num potinho de tempero pro seu jantar de hoje”.

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O livro é dividido em três seções: o porre, a ressaca e o divã. Juntos, estes segmentos se transformam num percurso que vai da causa à consequência, e, finalmente, à análise e  ao entendimento do que se viveu e como todas essas experiências afetam quem as vive. O que eu tô fazendo da minha vida? é muito mais que uma simples leitura: é um processo de catarse.


ONDE ADQUIRIR O QUE EU TÔ FAZENDO DA MINHA VIDA
Livrarias físicas, ou: Planeta de Livros; Saraiva; Livraria Cultura; Amazon; outros espaços.

Conhecendo a Caffeina, em Vila Velha

Finalmente tive uma tarde livre e aproveitei para ir conhecer a Caffeina, uma cafeteria localizada em Itapoã, Vila Velha (ES). Há algum tempo eu vinha tentando visitar o local, sem sucesso, pois o horário de funcionamento era incompatível com minha rotina. Contudo, a espera foi recompensada.

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A cafeteria abriu há cerca de 07 meses, como me informaram, e – acredito que por este motivo – ainda possui um cardápio reduzido. Contudo, após degustar algumas opções do menu, sou levada a considerar este aspecto um diferencial, pois os produtos vendidos são fresquinhos; nada de torta encalhada na vitrine.

Dentre os lanchinhos disponíveis estão bolos recheados, quiches, salgados assados e docinhos. Em relação às bebidas, eles dispõem de cafés preparados de maneiras diversas e bebidas cafeinadas em geral, além de sucos, chás e chocolate quente.

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Experimentei uma fatia do bolo Red Velvet (Veludo Vermelho), o cappuccino italiano e uma quiche de alho poró. Confesso que o bolo não me deixou tão empolgada, apesar de ser saboroso. Mas, o cappuccino foi um dos mais gostosos que já tomei e a quiche – preparada na hora – é absurdamente gostosa, com um maravilhoso recheio cremoso de queijo e alho poró. É de comer rezando.

A Caffeina me ganhou de uma vez: além do nome apelativo e o excelente atendimento, o que realmente chama a atenção é o ambiente. A decoração é simples, mas pensada em detalhes. Além da parede de chalkboard e as plantinhas que adornam as mesas, pratos decorados e pequenas xícaras pendendo do teto dão um charme extra ao local. O espaço é pequeno e acolhedor e fiquei absolutamente encantada.

Vale a pena conhecer.


Localização:
Rua Porto Alegre, nº 329, Itapoã, Vila Velha (ES). Quase faz esquina com a Jair de Andrade.
Horário de funcionamento:
Segunda a sexta, de 08h às 18h, e sábado, de 08h às 16h.

Bebidas quentinhas com café!

Esse friozinho… Nada melhor que uma boa xícara de alguma bebida quentinha e um cobertor para acompanhar, não é?! É por isso que o post de hoje é especial. Trouxe algumas dicas de bebidas com café que irão te ajudar a encarar o inverno com bom humor. E o melhor: elas são deliciosas e bem simples de preparar.

1 – Café com leite ninho

Café com leite ninho

É isso mesmo que você leu.

Basta preparar uma xícara de café ao seu modo – eu gosto dele forte, com apenas umas gotinhas de adoçante – e acrescentar uma colher de leite em pó / leite ninho (e, caso goste, uma pitada de canela) e misturar bem. O gosto lembra o famigerado café com leite, porém, não fica tão aguado, como às vezes acontece. E o aroma, então… ❤

2 – Café com leite condensado

O preparo dessa bebida aqui é quase o mesmo da receita acima. A diferença é que o café é amargo mesmo (sem açúcar ou adoçante) e o que vai deixá-lo docinho é o leite condensado; basta acrescentar uma colher ou duas e se preparar para ir ao paraíso. O gosto lembra bastante o cappuccino italiano (original).


Aproveitando o post, deixo a indicação de uma das minhas músicas favoritas no momento. Acho que ela cai super bem com o clima.